sábado, 4 de dezembro de 2010

A história dos cosméticos, de Annie Leonard

"A história dos cosméticos" é mais um pequeno documentário de Annie Leonard que intenta incentivar hábitos sustentáveis e socialmente conscientes. O mais interessante desses pequenos documentários é que recebemos idéias de como mudar nossos comportamentos insustentáveis e agir em sociedade para que o sistema se modifique. Vale a pena assistir!

A história do Cap & Trade, de Annie Leonard

"A história do Cap & Trade" é mais um pequeno documentário de Annie Leonard que intenta incentivar hábitos sustentáveis e socialmente conscientes. Vale a pena assistir!

A história da água engarrafada, de Annie Leonard

"A história da água engarrafada" é mais um pequeno documentário de Annie Leonard que intenta incentivar hábitos sustentáveis e socialmente conscientes. Vale a pena assistir!


domingo, 1 de agosto de 2010

Síntese da História do Pensamento Ocidental em vídeos

Vídeos curtos (cerca de um minuto cada) com sínteses interessantíssimas da História do Pensamento Ocidental. Recomendável como panorama geral, revisão ou introdução aos assuntos citados.















sábado, 17 de julho de 2010

E seu nome é Jonas (Richard Michaels, EUA, 1979)

O filme “E seu nome é Jonas” (EUA, 1979) retrata a história de uma família cujo filho mais velho, Jonas, é surdo, mas passou anos em um hospital devido a um diagnóstico errado de retardo mental. Sem contato eficiente anterior com linguagem, o menino sofre dificuldades de adaptação, o que o mantém quase que completamente alheio ao ambiente social em que se encontra. A mãe passa a levá-lo a uma escola para educação de surdos onde se utilizam métodos educativos que proíbem o uso de sinalização visando evitar que o aluno torne-se “preguiçoso” para falar e ler lábios. O pressuposto desse modelo educacional é que, como o mundo se constitui de uma maioria ouvinte, os surdos devem se adaptar a esse mundo. Como Jonas é mais velho que as outras crianças e não teve nenhum treinamento anterior, seu aprendizado é muito lento e quase ineficiente, gerando grande frustração na mãe. A família começa a ter problemas de relacionamento, e inclusive o pai vai embora de casa por não conseguir aceitar Jonas. Porém, a mãe de Jonas é incansável em sua luta para ajudar o menino a se adaptar e aprender a se comunicar, e resolve se utilizar de todo e qualquer método educativo disponível para que Jonas consiga fazê-lo. Conversando com outra mãe que conhece na escola para surdos que Jonas freqüenta ela descobre que existem outros métodos pedagógicos para ensino de surdos e que a proibição de sinais não é um consenso. Além disso, ela conhece, também na escola, uma família que se comunica por sinais, pois pai e filho são surdos. Ao conversar com essa família, cuja mãe era ouvinte, a mãe de Jonas toma conhecimento de outras possibilidades de ensino e convivência com surdos, descobrindo inclusive que existia um clube de surdos onde ela poderia conhecer mais pessoas surdas e Jonas poderia realizar novas formas de comunicação. Apesar da resistência da diretora da escola que Jonas freqüentava, a mãe decide tentar utilizar métodos educativos que se valham da linguagem de sinais, o que se mostra muitíssimo eficiente. Junto com Jonas, sua mãe e seu irmão vão aprendendo também a utilizar linguagem de sinais, compartilhando assim uma nova descoberta de mundo e momentos novos de trocas comunicativas e afetivas.

O filme leva a perceber coisas importantes sobre a surdez, como a dificuldade de definir uma comunidade surda (ao contrário da maioria das comunidades lingüísticas, surdos não se encontram juntos em um espaço geográfico definido) e a conseqüente importância da escola e da criação de espaços comunitários, como o clube supracitado, nesse processo de construção identitária de grupo; a ausência de uma “identidade surda” unitária (a mãe da família em que pai e filho são surdos diz à mãe de Jonas que no clube ela conhecerá pessoas muito diferentes, pois há surdos com quaisquer outras características e o ser surdo é apenas UM traço identitário que constitui o indivíduo); e a resistência que existe em entender que o surdo não precisa ser visto como alguém deficiente, mas pode ser encarado como um sujeito que utiliza outra forma de comunicação e pertence à outra comunidade lingüística. Além disso, o filme traça um panorama sobre as posturas pedagógicas concernentes ao surdo, deixando entrever as dificuldades das línguas de sinais serem aceitas como tal, e não como mera mímica.

domingo, 13 de junho de 2010

Capitalismo: uma história de amor (Michael Moore, EUA, 2009)

Com humor inteligente e simplicidade (nada simplista, mas sim aproximadora) ao tratar de temas complexos, como usual na obra de Michael Moore, Capitalismo: uma história de amor explora o "caso amoroso" que os EUA mantém com o sistema capitalista, sendo inclusive seu maior expoente e defensor, e analisa qual o preço que o povo americano paga por isso. Ali, o Sonho Americano se configura como pesadelo e o american way of life mostra sua face excludente. Partindo de uma análise mais geral, embora calcada sempre nos EUA, Moore chega até a última crise econômica do capitalismo, sempre crítico e mordaz.




O documentário está disponível para download no site Repertório Cultural.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Mundo de Sofia (1999, Noruega, Erik Gustavson)

Minissérie produzida em 1999, na Noruega, "O Mundo de Sofia", de Erik Gustavson, é uma livre adaptação do romance homônimo de Jostein Gaarder. A história é um pouco diferente (o que pode inclusive contribuir para quem já leu o livro se interessar mais pela produção), mas o foco é o mesmo: tratar da história da filosofia em um romance/minissérie, de forma leve e instigante.




Tanto o filme quanto o livro estão disponíveis para download no site Repertório Cultural.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ideologia em desenhos animados

Nenhuma produção cultural é isenta, isso é um fato. Em alguns casos mais explícita, em outros menos, a ideologia está sempre ali. Inclusive nos desenhos animados e outras produções infantis. A questão é que as crianças são mais vulneráveis por se encontrarem em um estágio de formação intelectual e moral muito importante, e isso freqüentemente é utilizado de forma aterradora, como fica demonstrado, por exemplo, no documentário Crianças do Consumo. Um exemplo de uso de desenho animado como propaganda ideológica é o episódio Der Fuehrer's Face, do Pato Donald, produzido em 1943 para satirizar a Alemanha nazista e elevar os EUA a nível de paraíso da liberdade.



Esse é um caso explícito, mas as crianças são expostas diariamente a produções que lhes vendem valores morais e costumes. Cabe refletir sobre isso ao invés de relegar a criação de nossas crianças livremente à televisão.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

História no Cinema: Segunda Guerra Mundial

Seguindo a idéia de que o cinema pode ser muito enriquecedor na aprendizagem da História, trago agora indicações de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Provavelmente, esse é um dos acontecimentos históricos que mais receberam atenção do campo cinematográfico, pelo seu enorme impacto no imaginário devido às atrocidades ocorridas no período. Alguns desses filmes e documentários tratam o assunto de maneira marginal, alguns são bastante hollywoodianos e superficiais, mas mesmo assim são de alguma forma interessantes.

O grande ditador (Charles Chaplin, 1940, EUA)

 Uma grande sátira acerca de Hitler, filmado em plena guerra.








Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos (Marcelo Masagão, 1998, Brasil)


Na verdade, é um filme-memória sobre o século XX, mas, obviamente, toca no tema da Segunda Guerra Mundial.






Amém (Costa-Gavras, 2002, França / Alemanha / Romênia)

Este filme explora a temática do envolvimento da Igreja com o nazismo.








A Conquista da Honra (Clint Eastwood, 2006, EUA)

 Fica exposto nesse filme o mito do americano herói na Segunda Guerra Mundial.







Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood, 2006, EUA)

Faz dupla com o filme citado acima, mas aborda a face japonesa de guerra.









Arquitetura da Destruição (Peter Cohen, 1989, Suécia)

Documentário que explora as relações entre arte e nazismo.








A Vida é Bela (Roberto Benigni, 1997, Itália)
    
O drama de uma família judia vivendo a Segunda Guerra Mundial.








Olga (Jayme Monjardim, 2004, Brasil)
   
Interessante para entender a relação entre o governo Vargas e o nazismo, além de tratar da questão do comunismo na Segunda Guerra Mundial.








A Lista de Schindler (Steven Spielberg, 1993, EUA)

Bom filme para entender o holocausto e lembrar que existiram opositores.








Sobrevivendo com Lobos (Véra Belmont, 2007, França/ Bélgica/ Alemanha)

Trata da Segunda Guerra Mundial de forma muito marginal, mas é interessante ver como a guerra atuou no imaginário infantil da época.








Vítimas da Guerra (Tom Roberts, 2009, Reino Unido/ Rússia)

História pós-guerra, mostra a confusão das pessoas em relação a seus "inimigos".









O Menino do Pijama Listrado (Mark Herman, 2009, EUA/ Inglaterra)

 Como em "Sobrevivendo com Lobos", trata o tema de forma marginal, mas esclarece também os efeitos da guerra no imaginário infantil.








Pearl Harbor (Michael Bay, 2001, EUA)

Super hollywoodiano, mas não deixa de retratar um espisódio da guerra.








O Leitor (Stephen Daldry, 2008, Alemanha/ EUA)

 Este filme tem a Segunda Guerra Mundial como tema secundário, mas pode ser interessante para pensar a questão das condenações.








Pink Floyd - The Wall (Alan Parker, 1982, Inglaterra)

A Segunda Guerra Mundial é aqui somente matéria de alucinações do personagem Pink, e por isso mesmo se torna propício ao entendimento das marcas que a guerra deixou no imaginário ocidental.






É bem verdade que alguns filmes podem tratar a questão de forma distorcida, mas, com senso crítico, sempre é possível aprender algo.

Alguns desses filmes estão disponíveis no site Repertório Cultural (clique no nome do filme e serás encaminhado à página correspondente no site).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Nova versão do site Repertório Cultural




Pessoal, o Repertório Cultural, além de cada vez com mais conteúdo interessante, agora se tornou interativo. É possível criar um usuário no site e participar do projeto, incluindo novos conteúdos (livros, filmes, músicas e imagens) relacionados a temas pertinentes a História, Literatura, Filosofia, Música e Arte em geral.

Não seja apenas um consumidor, mas também um colaborador: ajude-nos a construir um ótimo meio de compartilhamento de conhecimento!

CONHECIMENTO DEVE SER LIVRE!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Le Gai Savoir (Jean-Luc Godard, França, 1969)

Dois jovens conversando durante as madrugadas sobre cinema e revolução na tentativa de estabelecer novas formas de lidar com imagens e sons para uma revolução e libertação completas. Assim é "Le Gai Savoir" (A Gaia Ciência), de Jean-Luc Godard, filmado durante os acontecimentos de maio de 68. Este filme é um marco da ruptura de Godard com a nouvelle vague, em uma abandono definitivo da narrativa formal em prol do cinema militante.




O filme está disponível para download no site Repertório Cultural.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Crianças do consumo (Adriana Barbaro, Jeremy Earp, EUA, 2008)

O documentário "Consuming Kids, a Comercialização da Infância" traz a tona uma realidade alarmante: a criação evidente de uma geração de superconsumidores. Através de depoimentos de diversos atores sociais envolvidos no processo (desde profissionais envolvidos com mídia até pais e educadores), o documentário analisa a evolução da propaganda voltada para crianças e desvenda como e o quanto as grandes corporações têm explorado o poder de consumo das crianças, pouco importando-se com o bem-estar das mesmas.



O documentário está disponível para download no site Repertório Cultural.

segunda-feira, 1 de março de 2010

História no Cinema: Revolução Cubana

Uma ótima maneira de aprender História é através do Cinema, já que trata-se de uma mídia mais dinâmica, com a qual estamos mais familiarizados. Além disso, se for um filme, pode haver elementos emocionais que ajudem a gravar a narrativa de uma maneira definitiva e pessoal.

Existem muitos bons filmes sobre a Revolução Cubana, ou ao menos que tem relação com o acontecimento. Seguem alguns (clique no nome do filme para ser encaminhado à página do site Repertório Cultural, onde todos esses filmes estão disponíveis para download):

A Culpa é do Fidel!  (Não trata exatamente da Revolução Cubana, mas sim de várias lutas políticas do século XX – o regime de Allende no Chile, a resistência à ditadura espanhola; o interessante é ver como isso se apresenta frente aos olhos de uma criança cuja vida e valores se desorganizam devido às lutas dos pais)

Che – O argentino  (A história da Revolução Cubana contada a partir da trajetória de Che Guevara)

Diários de Motocicleta  (Não propriamente sobre a Revolução Cubana, mas sobre a viagem de Ernesto Guevara pela América Latina, onde o então médico se interessa pelos problemas de sua terra)

Fidel  (A partir da história da vida de Fidel Castro, relata todas as fases da revolução com seriedade e crítica, não sendo nada panfletário)

Sacrifício: Quem Traiu Che Guevara?  (Não propriamente sobre a Revolução Cubana, mas sobre o assassinato de Che na Bolívia)

Aproveite o Cinema não só para obter entretenimento, mas também conhecimento.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Língua - Vidas em Português (Victor Lopes, 2004, Brasil/Portugal)

"No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas"
Mia Couto - Escritor moçambicano


"Não há uma língua portuguesa, há línguas em português"
José Saramago - Escritor português


O documentário "Língua - Vidas em Português", de Victor Lopes, é uma viagem através da língua portuguesa em uma tentativa de percorrer as várias histórias e culturas que ela abrange. Filmado em 6 países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão), o documentário trata a lusofonia sobretudo na fala de personagens diversos de 4 continentes. A questão que permeia o documentário é descobrir o que faz com que esta língua que tantos falamos seja chamada assim, "português", uma só. 



"Todo dia duzentas milhões de pessoas levam suas vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todo dia a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe."

O documentário está disponível para download no site Repertório Cultural.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Economia Solidária

"Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista."











É possível viver nesse mundo sem se dobrar ao poder do capital, sendo autônomo e consciente de si e de seu trabalho.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O petróleo tem que ser nosso (Peter Cordenonsi, Brasil, 2009)

O documentário O petróleo tem que ser nosso", produzido pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), tem duração de 1 hora e conta com depoimentos de intelectuais, políticos, trabalhadores, estudantes, líderes religiosos e militantes, na tentativa de responder a questão fundamental: "Diante das gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar?". São 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social. A iniciativa é muito importante, pois, principalmente num assunto tão importante e atual, nossas mentes não podem ficar à mercê da opinião do PIG tão somente.





O documentário pode ser assistido na íntegra no Youtube, em 7 partes, ou baixado gratuitamente do site Repertório Cultural.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como a arte fez o mundo (Robin Dashwood e Mark Hedgecoe, Inglaterra, 2005)

"Como a arte fez o mundo", série da BBC, mescla história social, política, ciência, natureza, arqueologia e religião para desvendar porque o mundo nos parece de determinada maneira e como a arte explica nossa maneira de ver o mundo, de forma a explicar mistérios atuais voltando-se para o passado. É uma jornada no tempo e pelos 5 continentes, retomando as mais impressionantes criações humanas e revelando como nossa mente (e de nossos ancestrais) se relaciona com a arte.

São cinco programas: Mais humano que o humano (porque os seres humanos se cercam de imagens tão irreais do corpo), O dia em que as imagens nasceram (como as imagens podem ter desencadeado grandes mudanças na História humana), A arte da persuasão (artifícios visuais como algo indispensável no arsenal de todo o poder político), Era uma vez... (o poder da narrativa) e Morrer e voltar (obsessão humana por imagens de morte).



A série está disponível para download no site Repertório Cultural.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Quarta Guerra Mundial (Rick Rowley, EUA, 2003)


"Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus. "

(Albert Einstein)



O documentário "A Quarta Guerra Mundial" faz um inventário das milhares de lutas travadas por civis e movimentos sociais em toda parte do planeta como atos de resistência ao neoliberalismo. Essa nova guerra mundial estaria sendo travada agora entre a população (principalmente do Terceiro Mundo) e o neoliberalismo e as grandes corporações. Trata-se da documentação essencial de uma guerra não noticiada, contra a opressão, a injustiça e a violência imposta à população mundial pelo Estado e os grandes grupos financeiros.



O documentário pode ser assistido no youtube em 8 partes ou baixado na íntegra do site Repertório Cultural.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Café Filosófico (Brasil, 2008)

"Café Filosófico", programa da TV Cultura SP, constitui-se de uma série de encontros de discussões pautadas essencialmente em Filosofia e Psicanálise. Os temas são abordados através de palestras realizadas por importantes intelectuais brasileiros contemporâneos.



Vários episódios da série estão disponíveis para download no site Repertório Cultural.

Civilização: uma visão pessoal de Kenneth Clark (Michael Gill, Inglaterra, 1969)

"Civilização", série da BBC, na verdade é mais do que um simples programa de televisão: trata-se de uma jornada épica através de 11 países e mais de 16 séculos de arte, arquitetura, filosofia e história da civilização ocidental. No decorrer da série, Clark expõe e fundamenta sua teoria de que a humanidade pode ser entendida através da arte. A série se compõe de 13 episódios:

1. Por um Triz (Idade Média)
2. O Aquecimento (Século 12)
3. Romance e Realidade
4. Homem - A Medida de Todas as Coisas (Renascença)
5. O Herói como Artista (Figuras da Renascença)
6. Protesto e Comunicação (Reforma)
7. Esplendor e Disciplina (Contra-Reforma)
8. A Luz da Experiência
9. A Busca da Felicidade (Rococó)
10. O Sorriso da Razão (Iluminismo)
11. O Culto da Natureza
12. As Falácias da Esperança (Romantismo)
13. Materialismo Heróico



A série está disponível na íntegra para download no site Repertório Cultural.

THC - O Universo (Douglas Cohen e Laura Verklan, EUA, 2007)

"O Universo" é uma ótima série do The History Channel que aborda algumas das questões mais inquietantes e fascinantes de uma das áreas de interesse que mais intrigaram o ser humano no decorrer de sua História: a Astronomia. A série se compõe de um primeiro episódio, "Além do Big Bang", sendo uma espécie de bônus, e mais 13 episódios:

Episódio 1: Os Segredos do Sol
Episódio 2: Marte, O Planeta Vermelho
Episódio 3: A Lua
Episódio 4: Mercúrio e Vênus, Os Planetas Interiores
Episódio 5: Júpiter, O Planeta Gigante
Episódio 6: Vida e Morte de uma Estrela
Episódio 7: Espaçonave Terra
Episódio 8: Saturno, Senhor dos Anéis
Episódio 9: Os Planetas Exteriores
Episódio 10: O Fim da Terra
Episódio 11: Galáxias Distantes
Episódio 12: Os Lugares mais Perigosos do Universo
Episódio 13: A Procura pelo ET



A série completa está disponível para download no site Repertório Cultural.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Guy Debord

"Foi uma sociedade específca e não uma tecnologia específca que fez o cinema tal como é. Em vez disso, podia ter sido análise histórica, teoria, ensaio, memórias. Podia ter consistido de flmes como o que faço neste momento." Guy Debord (in girum imus nocte et consumimur igni)

Guy Debord (1931 - 1994) foi um grande pensador francês, cujos textos foram a base das manifestações de Maio de 1968, sendo também uma das grandes figuras da Internacional Situacionista. Debord é um intelectual marxista cujas críticas estão centradas na questão do espetáculo, tanto no sentido de mercado na sociedade capitalista quanto no sentido de Estado no chamado socialismo real (lembremo-nos do contexto de Guerra Fria e da decepção da esquerda mundial com os rumos da Revolução Russa nas mãos do regime stalinista). O ponto central de sua teoria é que a alienação é conseqüência do modo capitalista de organização social, que assume novas formas e que, na modernidade, leva o espetáculo a constituir-se como forma de luta de classes, onde a burguesia domina os outros membros da sociedade.

O cinema ocupa um lugar central na crítica que Guy Debord faz às formas de representação e ao papel social das imagens. Para tanto, Debord desenvolveu uma espécie de anti cinema, onde questiona os parâmetros do cinema como o conhecemos. Os filmes do pensador francês são exatamente o oposto do que esperamos do cinema: pouca ação e movimento (por vezes, nada), exposições complexas e longas através de monólogos, montagens de imagens (fotografias, publicidade, jornais) com músicas que servem de contraponto lírico.



Os filmes de Guy Debord se tornam, freqüentemente, de difícil compreensão, principalmente por estarmos acostumados justamente ao cinema que o pensador critica de forma mordaz e pretende destruir, o do "espetáculo". Porém, sem dúvida, vale a pena.

Alguns dos filmes e livros de Guy Debord estão disponíveis para download no site Repertório Cultural.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Surplus (Erik Gandini, Suécia, 2003)

Surplus é um ótimo documentário que coloca em cheque o principal valor da sociedade capitalista, o consumismo, explorando seus efeitos, principalmente sociais. Em uma sociedade em que 20% da população consome 80% da riqueza disponível não se pode esperar bem-estar, e Surplus mostra justamente os tantos conflitos sociais provocados pelos abismos de diferenças econômicas que existem entre as classes. Não trata-se de um documentário panfletário, mas sim de uma reflexão inteligente e bem fundamentada de como a sociedade capitalista se prova desvantajosa em seus fundamentos morais.





O documentário pode ser visto na íntegra no youtube, em 5 partes de aproximadamente 10 minutos, ou também pode ser baixado do site Repertório Cultural.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A carne é fraca (Denise Gonçalves, 2004, Brasil)

A carne é fraca, documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa (ONG que promove a conscientição sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo), trata dos impactos do ato de comer carne sobre o meio ambiente e sobre nosso próprio organismo.



Documentário muito forte, mas interessante, e essencial para que passemos a rever nossas atitudes e modificar nossos hábitos.

O documentário está disponível para download no site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Muito além do Cidadão Kane (Simon Hartog , Inglaterra, 1993)

O documentário "Muito além do Cidadão Kane", produzido pela BBC de Londres, desvenda, entre outros fatos (leia-se falcatruas), as ligações entre a Rede Globo de Televisão e o regime da ditadura militar, evidenciando o poder político do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Trata-se de um documentário que todo brasileiro deveria assistir.



O documentário pode ser baixado do site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Clube da Luta (David Fincher, EUA, 1999)

Clube da Luta é um dos melhores filmes dos últimos tempos, um retrato cru da sociedade pós-moderna e seus efeitos possíveis. Consumismo, solidão, futilidade, violência, distúrbios psicológicos. O Clube da Luta e o Projeto Caos são a válvula de escape para a vida de um executivo yuppie frustrado e muitos outros que virão com ele. É certo que o filme se refere mais do que tudo à sociedade americana, o auge do capitalismo atual, mas se aplica de alguma forma a toda metrópole pós-moderna. Eis a melhor crítica dos últimos tempos ao consumismo e ao american way of life.





O filme está disponível para download no site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pink Floyd: The wall (1982, Inglaterra, Alan Parker)

A história de um anti-herói, Pink, que é massacrado pela sociedade durante toda a sua vida. Sufocado pela mãe, oprimido na escola, infeliz na vida pessoal, o agora rock star Pink constrói um muro mental para se isolar da sociedade, refugiando-se num mundo de fantasia. Durante uma bad trip, ele transforma-se em um ditador fascista e sua consciência rebelde o põe em julgamento, ordenando-lhe que ponha abaixo o muro que construiu e se abra para o mundo.



O musical está disponível para download no site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A maior flor do mundo (infantil?!)

A Maior Flor do Mundo é um conto infantil escrito por José Saramago, onde, transformando-se em personagem, o autor conta que teve a idéia de um livro infantil, mas que não tinha capacidade para tanto. Seria uma história sobre um menino que ajuda a crescer a maior flor do mundo; se o autor tivesse as qualidades necessárias para faze-lo, essa história "seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas...". Eis aí a grandiosidade do conto, a magia da brincadeira, típica de Saramago: os leitores são envolvidos na história não como algo acabado, mas como o esboço de algo que seria a melhor história do mundo se o escritor soubesse escrever livros para crianças.

Ao final da belíssima história que conta, Saramago chama os pequeninos a reescreverem a história de sua maneira, e diz que talvez um dia os lerá, muito melhor do que ele, que não sabe contar histórias infantis. “E essa é a moral da história”: incentivar os pequenos a entrar no belo mundo do literário. De fato, muitas escolas já utilizaram o livro e o exercício de reescrita proposto por Saramago, com resultados maravilhosos.

Posteriormente, Juan Pablo Etcheverry fez um curta-metragem de animação baseado no conto, onde José Saramago aparece como personagem e é narrador.





"E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos?
Seríamos realmente capazes de aprender aquilo que há tanto tempo ensinamos?”
José Saramago

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Kafka (1991, Steven Soderbergh, EUA / França)

O filme "Kafka" mistura a vida e obra do autor, tornando muito tênue a linha entre real e surreal. Encontram-se ali inumeras referências às obras mais famosas do autor ("A metamorfose", "O Castelo", "O Processo") e aos fatos mais conhecidos de sua vida (problemas de relacionamento, solidão, vida de funcionário público). O resultado é bastante interessante.



O filme encontra-se disponível para download no site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.