quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A História das Coisas, de Annie Leonard

A História das Coisas  é um pequeno documentário de apenas 20 minutos que expõe de forma simples e direta o processo de consumo em que estamos envolvidos, analisando os padrões do nosso sistema de extração, produção, consumo e lixo. Todos os objetos dos quais dispomos afetam a sociedade e o mundo em que vivemos; porém, a maior parte dos efeitos desse processo ensandecido de consumo da sociedade capitalista permanece desconhecido da população, deliberadamente. Este documentário visa esclarecer as conexões existentes entre grande parte dos problemas sociais e ambientais do mundo atual com o modelo de consumo adotado, servindo como um apelo de conscientização e tomada de atitude em prol de um mundo mais sustentável e justo.











Ótimo documentário, essencial para se questionar e mudar seu comportamento na sociedade do consumo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nós que aqui estamos por vós esperamos (Brasil, 1998, Marcelo Masagão)

O documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos” retrata o mundo e o homem do século XX, bem como suas ilusões e tragédias, através de imagens e trechos de documentários e clássicos do cinema. Trata-se de uma retrospectiva dos marcos do século XX, mostrando tanto homens comuns quanto figuras históricas.



O documentário tem uma estética bem diferenciada, pouco dinâmica, o que pode dificultar um pouco manter a atenção, mas vale a pena, pois é muito interessante.

O documentário pode ser baixado gratuitamente do site Repertório Cultural.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Manifestoon?!

O Manifesto do Partido Comunista, escrito pelos teóricos fundadores do Socialismo Científico Karl Marx e Friedrich Engels, foi publicado pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1948, sendo um dos tratados políticos mais influentes da História e servindo desde então para inúmeros outros trabalhos e reflexões, bem como para releituras ou paródias. O Manifesto expressa o programa e os propósitos do Partido, bem como esclarece a doutrina comunista e rebate uma série de mitos vigentes na época.

O vídeo abaixo trás trechos do Manifesto Comunista com imagens de cartoons da Disney, criado pelo o cineasta independente Jesse Drew. Mistura inusitada, resultado interessante.



O texto completo pode ser baixado gratuitamente do site Repertório Cultural - Guia temático de livros, filmes, músicas e imagens.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Debate entre Michel Foucault e Noam Chomsky



Debate entre os pensadores Michel Foucault e Noam Chomsky, sobre instituições sociais e poder. Independentemente da leitura prévia destes grandes pensadores, uma explanação como esta pode ser essencial para entender a pós-modernidade.

Eduardo Galeano e a América Latina

Eduardo Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio, e uma das mais altas vozes em prol da verdadeira liberdade da América Latina. Autor de obras como "Dias e noites de amor e de guerra" (1978), "A descoberta da América (que ainda não houve)" (1986), "O teatro do bem e do mal" (2002), além de "As veias abertas da América Latina" (1971), reconhecidamente sua principal obra, o autor trascende gêneros ortodoxos com sua prosa (geralmente) curta, que trabalha em área limítrofe entre o jornalismo e a literatura.

Nos vídeos abaixo, seguem considerações de Galeano acerca de questões políticas mundiais e do futuro da América Latina.








No site Repertório Cultural é possível encontrar o livro "As veias abertas da América Latina" disponível para download.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Adaptações audiovisuais de “O Corvo”, de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe foi um escritor, crítico literário e editor estado-unidense, nascido em 1809 e falecido em 1849. Em 1945, Poe escreveu o célebre poema “O Corvo”, um clássico da literatura mundial, inesquecível pela sua musicalidade e atmosfera sobrenatural. Como grande clássico que é, “O Corvo” recebeu diversas versões e adaptações audiovisuais.

Uma dessas adaptações foi o filme “O Corvo” (The Raven), de 1935, com direção de Lew Anders e participação de Boris Karloff (Bateman), Bela Lugosi (Dr. Vollin), Irene Ware (Jean Thatcher), Samuel S. Hinds (Juíz Thatcher) e Lester Matthews (Jerry) no elenco. Uma bela jovem sofre um acidente de carro, e é tratada por um cirurgião, que desenvolve um estranho interesse pela paciente. Um cirurgião fascinado por Edgar Allan Poe e colecionador de aparelhos de tortura. E há, é claro, muito mais por trás desses estranhos interesses.



“O Corvo” (The Raven), de 1963, com roteiro de  Richard Matheson e direção e produção de Roger Corman, contando ainda com um elenco consagradíssimo de clássicos do terror como Vincent Price, Boris Karloff e Peter Lorre, além da participação mais que especial de Jack Nicholson em início de carreira,  é uma livre adaptação do poema de Poe, com uma trama que completa uma história de amor e horror a partir da inspiração do original, mas forma uma obra bastante distinta.




Interessante também a interpretação do poema “O Corvo” por Vincent Price.





Bem mais recente, “O Corvo” (The Crow), de 1994, dirigido por Alex Proyas, é uma adaptação cinematográfica da história em quadrinhos homônima de James O’Barr. Eric Draven e sua noiva Shelly são brutalmente assassinados na Noite do Demônio (Devil’s Night), a noite que precede o Halloween. Um ano depois, Eric volta do mundo dos mortos guiado por umcorvo.  Eric pinta em seu rosto os traços de um palhaço feliz e distorcido e inicia uma caçada para vingar-se de seus assassinos. É possível perceber diversos sinais de intertextualidade com o poema “O Corvo”, como citações diretas ou adaptadas e até mesmo uma referência no nome do personagem principal – Draven soa muito parecido com The Raven.




Por último, até mesmo desenhos animados utilizaram-se da obra como base para releitura. Em um episódio de Os Simpsons, Lisa lê aos irmãos o poema de Poe na noite de halloween.




Interessante ainda, além de ler as diferentes traduções de “O Corvo” para o português, muitas disponíveis na internet, seria ler o ensaio de Poe sobre o processo de composição do poema, o “Filosofia da Composição”.

Certamente, existem mais adaptações e muito mais material para ler e reler o poema de Edgar Allan Poe, pois um clássico como esse jamais se esgota; porém, esta pode ser uma base interessante para entender as reverberações dos clássicos nas sociedades em que se inserem.